Compositor: Gabriel de Abreu
Uma vida cansativa e triste
Com um fim melancólico
Máquinas hospitalares afiadas
Até que uma linha reta apareça na tela
Uma lápide de mármore frio
O que foi o fim tornou-se o começo
Não estou morta, mas também não estou viva
Tenho consciência? Já não sei o que sou
Perdida entre uma linha reta
Tomei algum desvio que me trouxe aqui?
Não estou viva nem morta, estou no meio
Não quero me perder no vazio
Zumbi é o que me tornei
Onde está a vida que perdi?
O que eu teria feito dela?
Zumbi é o que me tornei
Não sinto mais fisicamente
Mas tudo é tão intenso por dentro
Sinto fome e temo o que vem a seguir
Não quero ser assim, mas já é tarde demais
Tento gritar, mas ninguém me entende
É como se eu falasse outra língua
Nenhum rosto é familiar, tudo virou comida
Para saciar essa fome dentro de mim
Zumbi é o que me tornei
Onde está a vida que perdi?
O que eu teria feito dela?
Zumbi é o que me tornei
Zumbi é o que me tornei
Onde está a vida que perdi?
O que eu teria feito dela?
Zumbi é o que me tornei
Zumbi
Zumbi